TMA, tempo médio de atendimento, é o indicador mais citado em reunião de logística e o menos medido com precisão. Na maioria das plantas ele é uma média estimada, calculada uma vez por mês.
Separe o TMA em três tempos
- Tempo de fila: da chegada à portaria até a entrada na planta.
- Tempo de pátio: da entrada até o posicionamento na doca.
- Tempo de doca: do posicionamento até a liberação.
Cada um tem uma causa diferente. Fila longa aponta para agendamento ruim. Pátio longo aponta para falta de orquestração. Doca longa aponta para a operação de carga e descarga. Um TMA único esconde qual delas é o problema.
Meça por evento, não por amostra
Medir o TMA com apontamento manual exige que alguém anote horários em cada etapa, em cada turno. A amostra fica pequena e cheia de erro. O certo é registrar cada evento automaticamente: leitura de placa na entrada, detecção na doca, leitura de placa na saída.
Com registro por evento, o TMA deixa de ser estimativa e vira um número auditável, caminhão por caminhão.
Use o TMA para decidir
Com os três tempos medidos em tempo real, a planta consegue ajustar janelas de agendamento, redistribuir docas por tipo de carga e cobrar prazos de quem atrasa. Nas operações com o SAV, isso se traduziu em até 20% menos espera no pátio e 25% mais capacidade de carregamento diário.
